Tuesday, February 24, 2009

GRAFIPAR: A EDITORA QUE SAIU DO EIXO

APRESENTAÇÃO


Um dia qualquer no início da década de 1980. um jipe do exercito pára em frente ao estúdio de Cláudio Seto. Assustados, os roteiristas e desenhistas que estavam lá pensaram em fugir. Afinal, eles trabalhavam fazendo histórias em quadrinhos eróticas em plena ditadura militar. Antes que pudessem fazer qualquer coisa, perceberam o engano: os militares não estavam ali para prendê-los, mas para trazer o desenhista mineiro Mozart Couto, cujo pai era desenhista militar.
A cena mostra as idiossincrasias de uma era única, em que os mesmos militares que antes perseguiam quadrinistas e prendiam originais de histórias em celas de cadeias, agora davam caronas para um desenhista que exercitava sua imaginação em heroínas curvilíneas e HQs masturbatórias.
Foi nessa época estranha, misto de medo e esperança, de liberdade e repressão, que surgiu a Grafipar, um brilho amplo e fulgurante no mercado de quadrinhos nacionais e, ao mesmo tempo, um fogo rápido, que se apagou antes que as esperanças se realizassem.

Gian Danton

1 comments:

Anonymous said...

Ah , mas os militares não eram tão ruins assim! (rsss) E além disso, os "mocinhos" da época da ditaura, aí estão hoje, no poder e fazendo coisas piores, como a Dilma Roussef, que assaltava bancos e sequestrava.Queriam trocar uma ditadura militar por uma ditadura comunista. Na verdade, os militares trouxeram grandes avanços para o país, na época.Claro, há os psicopatas e sociopatas que se ocultam atrás de uma farda, mas não vamos generalizar. Mas eu concordo contigo na questão dos quadrinhistas, que são artistas, e têm o direito de sonharem tudo, estão além do bem e do mal. Claro que não vamos aqui falar dum Ziraldo, que ganhou uma bolsa-ditadura e ficou milionário por ter sido "torturado" na ditadura. Esse Ziraldo estava era investindo.
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